sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O natimorto

Eu não estou em mim ,eu sou de alguém que precisa das minhas fantasias por um tempo, até achar que já não pode mais me ser.
Natureza viva, o amor nos consome e ata, cruza os sangues em veias distintas numa inútil tentativa de se apossar. Eu tenho medo do quanto ele cresce, penso "Oh, my love, Love Will tears us apart".Lamento.

É tão cruel perceber todo dia que esse alguém não me alcança.Por ele me pertencer eu já não tenho mais vontade de criar meios para atingi-lo com meu vapor barato, com as minhas realidades fora de eixo.Eu fico tão sem graça, com a graça que ele vê em mim.

Ainda não é hora de partir, mas improviso motivos, frases. E eu não sei por que não me vejo sem ele.

Meu amor parece que nasceu natimorto de outros amores.É o que melhor cabe, a culpa não é sua.

2 comentários:

Jaya Magalhães disse...

Eu gosto de vir até aqui, mesmo que você demore a postar, porque nas tuas letras eu encontro tudo o que não leio em meio a um mundo de palavras repetidas em blogs diferentes. [Meus texto, inclusive, é sempre a mesma escrita, a mesma mesmice].

Eu gosto de como você se coloca. De como se mostra. Da maneira como nos mostra.

Talvez um suspiro ressuscite o que insiste em bater, quase sem soar.

Beijo grande, minha linda.

Helen O. disse...

Não existe a culpa, só o medo...