terça-feira, 20 de abril de 2010

me confunde um pouco mais.

todo mundo pensando sobre trabalhos, aquele dinheiro, aquela partida, e eu aqui catando filosofia de vida.Eu aqui me desdobrando em guardar pedacinhos dos risos de amor, fisgando ao relento aquele sopro de verdade,e teus olhinhos fechando, por que quando você ri, eles ficam bem pequenininhos.parecem azeitonas pretas .Noutro tempo, em outro lugar eu diria sobre nosso silêncio afirmar os grãos de areia que eu juntei e colori pra ti dar de presente dentro de uma garrafinha, no dia que você partiu.Mas nesse meu tempo, o tempo de agora de Deus olhar pra mim e sorrir.Deus é tão sínico comigo.Ele joga chuva em cima das minhas memórias,e eu as pego de poquinho em pouquinho, desse tempo eu não ligo mais.Já esqueci do calendário, daquela pauta de rádio que eu nunca vou terminar, daquele idiota com-outra-na-esquina,da minha solidão compartilhada aos domingos inebriados de droga e pontuações,minhas vírgulas encontravam-se com teus pontos seguidos com minhas interrogações sem fim, marcando nossas eternas reticências.O tempo não existe, meus amigos.questão de filosofia, minha filosofia das mônadas entre outos abecês.E cada dia eu entendo menos esse troço de vida, esse troço de escolhas, até o troço das mônadas e eu.Abro a porta, fecho.olho pra dentro e, vez ou outra olho pra fora.fecho a porta, entende que tudo me vê e eu não consigo enxergar niguém? você sabe, aposto que nos momentos mais nostálgicos e melancólicos você pega aquela foto e admira,e pára.percebe que "olha você agora, só, só somente só" tipo a música que ele me cantou as três da tarde de uma terça feira nublada e amarga, será que ele me cantou ou eu imaginei? como sempre imagino nós dois e um bando de situação diferente, se isso pudesse ser refletido posso apostar que teria apenas meu reflexo e ele seria colorido de um vermelho/vivo/verde/azul o dele apagado quase não apareceria..ah.. alguém me traz um gole de realidade que essa vida não é nada real.Tenho uma pintura linda de nós dois lá em casa, regada aos sussuros de fúria e sons de amor "escreve teu número.é foi uma noite linda.é eu também gosto de Jealous Guy.Jura?Amo beatles.Isso não é beatles, é Jonh Lenonn.é você é linda.Mas minha maquiagem tá borrada, e eu to quase perdendo meu glam." picotando palavras, desenhei tua face recortada no meu cartão de visita junto da minha.pode vir sempre, eu junto todas essas coisas embrulhadas dentro de mim que alguns chamam de amor e eu abro um tantinho pra ti, tá?ai eu jogo fora de novo a vida real pela janela, abraço uma oportunidade e rezo a Deus pra que ela seja a melhor.ele,os outros os alguéns continuam por ai junto com o tempo de ir e vir.

6 comentários:

Talita Confusão! disse...

um abraço...

Helen O. disse...

Eu penso, o que seria de nós sem essas confusões?

Eu digo:vem,me confunde,me embaraça nas tuas mil e umas formas de nuvens,eu vejo o que quero,e gosto de te ver,assim,as vezes nublado,outras límpido e azul,ah o azul,feito céu de verão...

Te vejo em meu espelho,minha flor =T

Annanda disse...

Lindo e delicado!

Gostei muito daqui!

E um viva às confusões!
Depois? Pior! E é aí que fica realmente bom!rs

beijo!

Jaya Magalhães disse...

Eu sinto uma vontade insana de te espancar, quando leio esses textos assim. Porque, eu não sei, a gente sente as coisas muito misturadas, e a capacidade incrível de fazer isso caber no papel realmente me tira do sério. E eu sempre te leio imaginando um fundo vermelho. Uma parede vermelha, uma fotografia em branco e preto, uma erupção.

Você devia escrever todos os dias.

E eu sinto saudades.

Willian Lins disse...

gosto dos seus textos...
são sempre leves e transparentes.

saudade de vir aqui!


um beijo!

Cla Benvindo disse...

Lindo!