quinta-feira, 18 de abril de 2013

Desjornalizando

Reformas antidemocráticas, medidas que atingiam diretamente a classe trabalhadora
e sindicatos,tudo isso não foi levado em conta ao noticiar a morte da primeira ministra britânica, Margareth Tatcher. Todas as vezes representada como uma mulher comedida e a favor de seu povo.

Mas, quem se importa? Mário Quintana mesmo já havia dado o alerta: "Para o portão de inscrição de cemitério: A morte não melhora ninguém". Tampouco alguém que motivou um conflito tão desnecessário e desigual, a saber: A guerra das Malvinas, contra a Argentina. Mas, a mídia melhora e, até mesmo, enaltece ainda mais certas personalidades políticas, em detrimento de outras. Como foi o caso da veiculação da morte de Hugo Chávez em sua carreira como estadista.

O ex presidente da Venezuela ficou um tempo considerável no poder, tal qual Margareth Tatcher. Enquanto o líder da venezuela reduzia em 30% os índices de pobreza em seu país, Margareth Tatcher, privatizava estatais e desempregava parte da população, em uma Inglaterra que já não andava com uma economia favorável. Dessa forma, foi posto em prática o conceito de neoliberalismo.

Bla bla blas à parte, Hugo chávez era inconformado, talvez muito sonhador, com certeza populista. Margareth Tatcher era prática, pragmática,e ,com certeza, conservadora. Uma leitura política imparcial equilibraria os comentários estapafúrdios, propositais, no entanto, de "especialistas" da grande mídia.

No mínimo, Margareth Tatcher, deveria ser culpada ao menos por isto: Levar políticos de
esquerda, como Hugo Chávez ao poder. Uma grande ironia no final das contas.

We are not burros.

Um comentário:

Margarida Rodrigues disse...

Aprecio bastante o seu blog e os seus posts. Sempre que posso tenho visitado o mesmo e delicio-me com o que escreve. Até coloquei na barra de favoritos :)

Espero que continue com o bom trabalho.

Cumprimentos

Margarida Fonseca Dias

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