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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Notas mentais

Liberdade-alvoroço-euforia! Como pode se viver tanto tempo e só acontecer coisa boa após um longo interdito? Como pode ser o gosto da chuva tão igual e a suavidade dos passos até o ponto do encontro, tudo tão o mesmo?

De novo a praça, as gotas de chuva e os casais. Sua espera no banco, minha angústia de sempre estar atrasada trazendo-me os pés. Eu penso que sim, seria bom enfeitar seus domingos. Penso que acabou o tempo do engano. É que a cidade encanta demais, traz você e sua sensibilidade pra mais perto de mim. Por causa disso há sempre expansão interna, e a cada "você" que surge, novo botão floresce.

O rapaz de xadrez é tão bonito, moço! Quase percebo todas as cores dos seus olhos e os tons de sua pele, e aquele sinal, todo lindo, poderia tatuar um igual, só pra me sentir mais próxima. Suponho que só há lucidez depois que você parte. São pequenas declarações que nem sei se diria, mais fácil suspirar, desentender tudo.

Tenho feito surgir muito dessas coisas, mas acontece que é meio em vão, meio em vão, porque passa rápido, e logo a delicadeza se esvai; então murcho. Queria ter alguém que me mantivesse sempre florida. Mas anda tudo tão difícil hoje em dia, até os palhaços estão largando seus empregos e se tornando pessoas mais sérias, as pessoas andam correndo demais, dormindo de menos, sonhando, decerto, tão pouco. Se houvesse por aí um grande amor, eu cataria.

domingo, 16 de outubro de 2011

Felicidade tá querendo se chegar assim, como quem esconde pirulito de criança, faz pirraça, some e depois vem mansa querendo devolver o doce escondido.

Taí toda doçura andava escondida de uns tempos pra cá, e a vida ficou amarga demais, sem sabor, até diria.

E agora a vida parece ser outra.
Que seja outra para todos nós.

terça-feira, 19 de julho de 2011

É de todo nosso

estou assustada demais pra tanto amor que se solta de mim. Por tanta coisa que eu quis guardar, como se amor não fosse repartido, por tantas risadas que dei já antecipando uma certa tristeza, por todas as coisas que escrevi e ouvi tentando fundamentar uma explicação. E por que agora essa coisa toda já não é mais tão triste, dei pra incitar cada cantinho meu a dizer repetidamente preciso de uma nova forma de amar .

E tentar pular pra esse parágrafo imaginando todas as possibilidades do novo amor é tão (in)aceitável quanto discar e dizer que tô apaixonada por esses dois cachinhos que teimam em cair nos seus olhos e não me recuso em desviar daquela história, por que você, meu caro, é a das melhores. É simplesmente não poder. É reajuntar tudo que construi. Retirar ciúmes e desencontros, colocar pro lado e deixar o bolso do coração mais leve.
É de cantarolar In the end dos beatles pra encorajar.

É de chegar a pedir que se cante baby de Caetano esperando dizer que comigo vai tudo azul apesar daqueles dias cinzas os quais você se recorda. E eu penso cadê você antes. Mas estamos com relógios ajustados pela primeira vez, in fact. E dai que não dá pra racionalizar muita coisa por que agora eu quero mesmo é que meu coração se rache em um copo de cerveja bem gelada, e brinque feito criança pulando amarelinha na rua, enquanto admiro seus cachos de menino solto.

É que amor, minha gente, é de todo nosso e mais ninguém.